terça-feira, 27 de setembro de 2011

Pássaro branco.

Minhas janelas estavam fechadas e embora eu não tivesse notado já haviam se passado dias. Talvez meses, quem sabe anos, e eu presa no meu quarto.
Minha redoma particular. Impenetrável. As dores não me atingiam aqui.
Não vi o que estava la fora,  não ouvi barulhos.O mundo estava ausente em mim.
Ou talvez eu estivesse ausente do mundo.

[...]
Mas um dia eu me permiti dormir, e sonhar.
Sonhei que estava vivendo. Tão completamente, tão inebriada com o cheiro da vida que quando acordei, quis viver.
Abri as janelas, o dia tinha se passado. O sol estava morrendo.
Mas foi só pra nascer novamente. Dentro de mim!